Trabalho com uma mesma série por vários anos, como foi o caso das minhas duas fases anteriores. A temática acaba sendo sempre a mesma, só que evoluindo em linguagens diferentes. Na primeira fase “Imagens do Universo”, trabalho de forma surreal, cenas do universo no sentido global, como cosmos, planetas, natureza... Algumas obras são em óleo sobre tela e depois passo a trabalhar apenas com acrílico. Na segunda fase “Janelas para o Infinito”, abordo muito mais temas cósmicos e cenas sempre vistas através de janelas transparentes que emolduram a obra e fazem com que o observador sinta que vai de um plano ao outro, as imagens se sutilizam e se abstraem, numa matéria que parece gelo ou cristal.
Já na terceira e atual fase “Esferas”, a temática engloba não só o próprio globo, círculo, bola, e tudo que se relaciona, como também, a atmosfera de ambientes e lugares, de forma a expressar cada vez mais luz e transparência. Sempre numa temática a retratar universos paralelos, levando o observador a refletir sobre a vida e as possibilidades do universo a nossa volta. Gosto de refletir a semelhança do macrocosmo e microcosmo. No trabalho com instalações o objetivo é levar a atmosfera dos quadros para o ambiente, o que propicia ao visitante a sensação de “entrar dentro da pintura”. Com formas esféricas, luz, transparência e água, utilizo músicas do compositor Kadmo. Acredito que a música ajuda o observador sorver toda a mensagem e clima de paz e tranqüilidade que quero expressar com minha arte. Também em intervenções urbanas, as esferas saem das telas, e em bolhas de sabão, viajam pelos locais, entre paisagens e pessoas, refletindo tudo a sua volta. Atualmente, em uma linguagem mais contemporânea, começo a explorar outros meios, e abordagens, mergulhando em possibilidades mais expansivas.